quarta-feira, 14 de julho de 2010

Insólitos

Sinceramente é deveras lastimável.

Abertamente injusto, de uma forma dissimulada pelo sistema.

Capitalismo criador de monstros, e mortos vivos e vivos mortos. Injustiça, mãe dos costumeiros insólitos casos dessa vida, dessa minha vida, dessa sua vida, dessa vida nossa.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Voyeurismo


De uma forma não sentida nem tocada, sinto o cheiro.
Sons de vozes, sussurros da voz! Gemidos da voz.
Posso, ouvindo tocar.
Ludicamente quente, voraz, frenético e fugaz. Imagino!
Surreal animal, humano, ausente, desejado presente, proferido imoral.
Idealizado, materializado, sonhado promíscuo, real libertino.
Utopia verdadeira que concretiza o ápice.

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Seja!

Tu és o que é?
Quem mais poderia ser o que você é?
Tu és o que é?
Quem mandou? Quem pediu? Que você, fosse o que é?
Tu és o que é?
Quem? O quê?
Quem te obrigou a ser o que é?
Tu és o que é? E sendo, seria o que desejaste ser? Ou tu és, o que desejastes ser?
Tu és mesmo não sendo, e sendo. Então seja.
Seja algo, seja o que é, seja quem tu és.
Tu és, o que é?

terça-feira, 1 de junho de 2010

É preciso mais.


É preciso pouco. Mas de pouco, certas coisas é preciso mais.
Preciso é: uma troca de olhares, meio insinuativos, um pouco provocativos, muito sinceros e de um ar delicado.

Preciso é: que haja graça, não muita, pouca, mas que haja.

Um leve senso de humor é ótimo, inteligência precisa, sem tornar nada céptico, mas afrodisíaco e misterioso.

É preciso malícia com sensibilidade, é preciso um toque, e um desejo recíproco, uma voz ténue e firme, um beijo muito mais que desejável, línguas na tentativa bilateral de serem únicas.

Desejo respeitoso de desrespeitar.

É preciso querer se libertar de tudo e se prender a tudo que o momento envolve.

Não basta querer, é preciso sentir, desejar, não entender o porquê, pois é mesmo quando se parece ter tudo, se um pouco do que devia ser muito, não há, será preciso mais.

segunda-feira, 17 de maio de 2010

O que há?

Mundo vazio, de tão poucos corajosos, de mais acomodados do que impetuosos, rotineiros fracos que se tornaram escravos do cotidiano, do comum, do trabalho.

Todos com medo do chefe, todos com medo do vizinho, do professor, todos com medo do invejoso! Tem gente com medo de computador, tem gente com medo da solidão, gente com medo de se envolver, medo de doença, medo da dor, no fundo tem gente demais, com medo do amor, de serem bobos, de serem fracos, de serem julgados por amarem, pois hoje amor e respeito é bobagem.

O mundo não seria sozinho algo, seja bom ou ruim...se antes nós não o fizéssemos ser, o mundo somos nós, e o que fazemos, e o que pensamos, e principalmente como agimos... tanto medo.

Pessoas que atacam na tentativa desesperada de se defender antes mesmo que sejam atacadas. O que há? Mundo cão!

Poucos que mandam, muitos que obedecem e um desentendimento geral de línguas, de almas e de conceitos, uma mistura que no fim só busca um fim.

O que há?

Um individualismo extremo, egoísmos exagerados, ambição desmedida, crimes sem punição, amores unilaterais, falta de caridade e sobra de crueldade. A libertinagem chegou a todos os pontos do comportamento humano, parecemos zumbis ou vampiros sugando, e deixando sermos sugados.

O que há?

O que será?

Se agora tudo que não podia ser, pode, basta um conceito constituído de moderno, e toda coisa antiquada vira de forma desvirtuada, algo atual e aceitável.

O que será, será a resposta do: O que há? Alguém sabe responder?

terça-feira, 4 de maio de 2010

Ái!

Ai! Dói aqui no pé... andei de mais.
Ai! Dói aqui minha coluna, acho que preciso deitar.
Ai! Dói as pernas, sinto um peso nelas... vou sentar.
Se não doesse a cabeça, talvez não doesse o resto, mas se doesse tudo, e no peito tivesse algo que curasse a dor, talvez doesse menos, apesar de continuar doendo, mas se dói tudo e a cabeça não encontra um coração cheio, melhor continuar andando, continuar em pé, nunca sentar e nunca parar de pensar, deixando a cabeça doer, assim o coração também não pára.
Derrepente se preenche o vazio, nunca se sabe, se é melhor doer ou não sentir nada.
Ai! Tá doendo tudo!

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Aqui e Agora.


Agora e aqui parece triste, frio e vazio.Ontem não senti isso, mas muitas vezes parece que sinto todas as coisas do mundo, parece que tenho todas as sensações.

O metódico não me atrai, e na verdade as regras me desestimulam. Eu queria poder ser livre, porque somos livres, mas não podemos sê-lo, na verdade, somos mais que prisioneiros, e eu, sou uma prisioneira. Há mais em mim do que está no retrato, e nos textos que escrevi, há mais em nós do que nos obrigamos a ser, pois somos na verdade o aceitável que exactamente nos obrigam, mas queria eu, tanto ser mais que isso!

Presa aqui. Onde estou agora é meio frio e até sórdido, mas eu me prendo aqui, pois saindo daqui, eu por obrigação vou me prender em outro lugar.

Queria poder ser livre! Mas liberdade não é desse mundo.

domingo, 4 de abril de 2010

Sofre-se.


Na obrigação de ser feliz, as vezes sofre-se.
Obrigatoriamente o sofrimento vem, mesmo que involuntário, lá está ele, como uma causa, até do bem que se pretende fazer. Em nome do amor, em nome do bem estar, e da amizade, e do profissionalismo, e do objectivo a ser alcançado, seja qual for... vale o sofrimento?

Ele vem como culpa, como dúvida, como dor, como vazio, como angústia, como cansaço, mas vale, se traz o fim da busca, deve valer, já que não paramos de arriscar, de amar e lutar. Depois do sofrimento a alegria, ou a alegria e depois o sofrimento, depois da dor, o amor, depois do amor a dor, no meio deles, antes ou posterior: satisfação, deduzi-se então: que é bom sofrer ou simplesmente preciso.


Como dizia Goethe: O ser humano tem muito mais desejos que necessidades.


Aurilene Costa.

sábado, 27 de março de 2010

Afinal, quando nos sentimos satisfeitos?


E quando enfim nos sentimos felizes? Alguém bem no meio de tudo sentiu-se satisfeito?

Será que somos nós que mudamos o tempo ou é o tempo que nos muda?


Alguém desistiu de buscar não sei o que, não sei aonde? Alguém bem no meio de tudo, parou de se questionar?


Sempre insatisfeitos! O amor não é o suficiente, mesmo que pareça perfeito, o dinheiro não é bastante, mesmo que seja o suficiente, as pessoas nunca são suficientemente boas, mesmo que todas tenham algum defeito, e todos temos. Afinal! Alguém no meio de tudo, quis parar? alguém se sentiu satisfeito no meio de tudo?

As buscas intermináveis se justificam realmente pelo seu fim ou pelo seu meio? Será que não seria o prazer da luta e do desassossego que é exactamente a paz que buscamos sentir?

E aquela quantia em dinheiro que aumenta mais a cada vez que em que se chega ao estipulado? Será que queremos apenas muito dinheiro?

Será que só existe um amor? E as pessoas?! Quando elas serão perfeitas? E quando será o momento certo?

Afinal, quando estamos satisfeitos?

terça-feira, 23 de março de 2010

Quando se quer trocar.



A vida é muito curta, o tempo é muito precioso ... não seria bom ser imediatista ou tão inconsequente no amor, ou simplesmente vivê-lo pela metade... eu quero viver grandes amores como os ditados por Shakespeare! Devemos viver grandes amores sim, quero encontrar alguém que fale minha língua, que diga a verdade sobre mim, e expressar sua opinião seja algo continuo, que se torne habitual, dar dicas sobre como deveríamos fazer algo para o progresso da relação e do que influenciamos com ela em nossas vidas seja parte fundamental de nossas trocas.

Quero a parte intrínseca das coisas minhas... o valor da verdade, o acréscimo inteligente das conversas e das experiências em um troca mutua e prazerosa, em um retorno leve gentil e involuntário... queria saber se estou errada? Se peco por querer assim, se cometo uma falha, se vou pagar por ser como sou?

Desejo dar o que preciso for, se esse também for meu desejo, pois em troca quero que amem o que eu sou quando estou com quem eu amo, pois quando amamos sempre somos melhor do que realmente somos. Uma doce ilusão depois compreendida de que a perfeição não existe, mas a escolha e o desejo de se estar junto nos faz entender que o amor deve ser essa troca, clichê puramente verdadeiro que nunca sai de moda.