segunda-feira, 17 de maio de 2010

O que há?

Mundo vazio, de tão poucos corajosos, de mais acomodados do que impetuosos, rotineiros fracos que se tornaram escravos do cotidiano, do comum, do trabalho.

Todos com medo do chefe, todos com medo do vizinho, do professor, todos com medo do invejoso! Tem gente com medo de computador, tem gente com medo da solidão, gente com medo de se envolver, medo de doença, medo da dor, no fundo tem gente demais, com medo do amor, de serem bobos, de serem fracos, de serem julgados por amarem, pois hoje amor e respeito é bobagem.

O mundo não seria sozinho algo, seja bom ou ruim...se antes nós não o fizéssemos ser, o mundo somos nós, e o que fazemos, e o que pensamos, e principalmente como agimos... tanto medo.

Pessoas que atacam na tentativa desesperada de se defender antes mesmo que sejam atacadas. O que há? Mundo cão!

Poucos que mandam, muitos que obedecem e um desentendimento geral de línguas, de almas e de conceitos, uma mistura que no fim só busca um fim.

O que há?

Um individualismo extremo, egoísmos exagerados, ambição desmedida, crimes sem punição, amores unilaterais, falta de caridade e sobra de crueldade. A libertinagem chegou a todos os pontos do comportamento humano, parecemos zumbis ou vampiros sugando, e deixando sermos sugados.

O que há?

O que será?

Se agora tudo que não podia ser, pode, basta um conceito constituído de moderno, e toda coisa antiquada vira de forma desvirtuada, algo atual e aceitável.

O que será, será a resposta do: O que há? Alguém sabe responder?

terça-feira, 4 de maio de 2010

Ái!

Ai! Dói aqui no pé... andei de mais.
Ai! Dói aqui minha coluna, acho que preciso deitar.
Ai! Dói as pernas, sinto um peso nelas... vou sentar.
Se não doesse a cabeça, talvez não doesse o resto, mas se doesse tudo, e no peito tivesse algo que curasse a dor, talvez doesse menos, apesar de continuar doendo, mas se dói tudo e a cabeça não encontra um coração cheio, melhor continuar andando, continuar em pé, nunca sentar e nunca parar de pensar, deixando a cabeça doer, assim o coração também não pára.
Derrepente se preenche o vazio, nunca se sabe, se é melhor doer ou não sentir nada.
Ai! Tá doendo tudo!