Que Deus me perdoe! Pois às vezes eu queria voar, ir embora, ver outros lugares, às vezes desejo ir, e nunca mais voltar.
Que Deus me perdoe! Às vezes eu quero gritar, gritar bem e alto e forte, chorar, quebrar algo e falar palavrões, queria bater no culpado, culpado de quê?
O culpado sou eu!
Deus me perdoe! Mas muitas vezes me sinto insatisfeita, é, eu sou uma ingrata. Pois vivo querendo mais, não fico quieta, sou consumista, escuto muita música, bebo vinho, fico alegrinha, falo besteirinhas, desejo Chico Buarque, Johnny Depp e outros mais que aqui não vale serem mencionados... os mais reais, não que os outros não o sejam, mas os não mencionados, são exatamente os que me calam, pra eu não pecar.
Poucas pessoas, se são boas é bom, mas não me saciam. Eu cobro das pessoas o que eu espero delas... Óh Deus me perdoe! Eu vivo achando que ser bom é dever de todos, eu vivo achando que a vida é bela, eu vivo achando que a vida é fugaz, eu não consigo ser quieta, eu vivo pensando que educação é obrigação, mas como? Se nem todos têm a noção do que isso possa significar? Mas e aquela parte que, mesmo com oportunidade, preferem a falta de gentileza? Se nós culpamos os outros para nos livrarmos das dores e da responsabilidade, onde todos esses meus pecados vão parar?!
Por isso Deus me perdoe! Me perdoe por tudo isso de imperfeito, e por essa ingratidão, pois mesmo sabendo que mais devo agradecer, mais vivo querendo é pedir, pedir sentimentos, sensações...
Além de tudo que te peço, e pedirei, te peço algo a mais: Me perdoe! Por querer sempre mais.
segunda-feira, 20 de setembro de 2010
terça-feira, 7 de setembro de 2010
Excesso de nada.
E o mundo é isso mesmo. É difícil para quem tenta definir o que seguir, são muitas regras, e são muitos foras da lei, pois na verdade o que é a lei?
São muitos, são poucos, são poucos muitos, e muitos poucos.
Tem muita religião, tem pouco cristão, tem muita promessa política e muito ladrão, tem muita boa vontade e pouco trabalho e coragem. Tem muito coração e pouco amor, tem muita fé e pouca paixão, tem muita loucura e pouca razão, tem muito telespectador e pouca emissora com muito poder de persuasão. Poucos educados! Também! Tem pouca educação! Sendo assim tem, terá... muito favelado, poucos afortunados, muitos desacreditados, poucos confiantes, muitos angustiados, assustados, baleados, famintos, drogados, desapaixonados e sem amor.
Um pouco do contrário é pouco, mas é bom que mesmo pouco, se tenha muito, do pouco que muito deveria ser.
São muitos, são poucos, são poucos muitos, e muitos poucos.
Tem muita religião, tem pouco cristão, tem muita promessa política e muito ladrão, tem muita boa vontade e pouco trabalho e coragem. Tem muito coração e pouco amor, tem muita fé e pouca paixão, tem muita loucura e pouca razão, tem muito telespectador e pouca emissora com muito poder de persuasão. Poucos educados! Também! Tem pouca educação! Sendo assim tem, terá... muito favelado, poucos afortunados, muitos desacreditados, poucos confiantes, muitos angustiados, assustados, baleados, famintos, drogados, desapaixonados e sem amor.
Um pouco do contrário é pouco, mas é bom que mesmo pouco, se tenha muito, do pouco que muito deveria ser.
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
Saindo e Entrando.
Num quarto, um livro.
Num quarto, uma taça com vinho.
Num quarto, Chico.
Num quarto trancado, um clima ameno, com afago...
Estar no mundo e voltar pro quarto, estar no quarto e querer o mundo desejando o quarto.
-Vai pro quarto!
-Sai do quarto!
Num quarto, uma taça com vinho.
Num quarto, Chico.
Num quarto trancado, um clima ameno, com afago...
Estar no mundo e voltar pro quarto, estar no quarto e querer o mundo desejando o quarto.
-Vai pro quarto!
-Sai do quarto!
quinta-feira, 5 de agosto de 2010
Contraditado
E quando se vê, já é noite, e quando menos se espera é dia, é uma dor, é uma agonia.
E quando se vê, já é dia, e quando menos se espera é noite, é um alívio é uma alegria.
Chorar, sorrir.
Sorrir, chorar.
Vida, rotina.
Rotina, vida.
E quando se vê, já é dia, e quando menos se espera é noite, é um alívio é uma alegria.
Chorar, sorrir.
Sorrir, chorar.
Vida, rotina.
Rotina, vida.
quarta-feira, 14 de julho de 2010
Insólitos
Sinceramente é deveras lastimável.
Abertamente injusto, de uma forma dissimulada pelo sistema.
Capitalismo criador de monstros, e mortos vivos e vivos mortos. Injustiça, mãe dos costumeiros insólitos casos dessa vida, dessa minha vida, dessa sua vida, dessa vida nossa.
Abertamente injusto, de uma forma dissimulada pelo sistema.
Capitalismo criador de monstros, e mortos vivos e vivos mortos. Injustiça, mãe dos costumeiros insólitos casos dessa vida, dessa minha vida, dessa sua vida, dessa vida nossa.
quinta-feira, 1 de julho de 2010
Voyeurismo
De uma forma não sentida nem tocada, sinto o cheiro.
Sons de vozes, sussurros da voz! Gemidos da voz.
Posso, ouvindo tocar.
Ludicamente quente, voraz, frenético e fugaz. Imagino!
Surreal animal, humano, ausente, desejado presente, proferido imoral.
Idealizado, materializado, sonhado promíscuo, real libertino.
Utopia verdadeira que concretiza o ápice.
Sons de vozes, sussurros da voz! Gemidos da voz.
Posso, ouvindo tocar.
Ludicamente quente, voraz, frenético e fugaz. Imagino!
Surreal animal, humano, ausente, desejado presente, proferido imoral.
Idealizado, materializado, sonhado promíscuo, real libertino.
Utopia verdadeira que concretiza o ápice.
quinta-feira, 10 de junho de 2010
Seja!
Tu és o que é?
Quem mais poderia ser o que você é?
Tu és o que é?
Quem mandou? Quem pediu? Que você, fosse o que é?
Tu és o que é?
Quem? O quê?
Quem te obrigou a ser o que é?
Tu és o que é? E sendo, seria o que desejaste ser? Ou tu és, o que desejastes ser?
Tu és mesmo não sendo, e sendo. Então seja.
Seja algo, seja o que é, seja quem tu és.
Tu és, o que é?
Quem mais poderia ser o que você é?
Tu és o que é?
Quem mandou? Quem pediu? Que você, fosse o que é?
Tu és o que é?
Quem? O quê?
Quem te obrigou a ser o que é?
Tu és o que é? E sendo, seria o que desejaste ser? Ou tu és, o que desejastes ser?
Tu és mesmo não sendo, e sendo. Então seja.
Seja algo, seja o que é, seja quem tu és.
Tu és, o que é?
terça-feira, 1 de junho de 2010
É preciso mais.

É preciso pouco. Mas de pouco, certas coisas é preciso mais.
Preciso é: uma troca de olhares, meio insinuativos, um pouco provocativos, muito sinceros e de um ar delicado.
Preciso é: que haja graça, não muita, pouca, mas que haja.
Um leve senso de humor é ótimo, inteligência precisa, sem tornar nada céptico, mas afrodisíaco e misterioso.
É preciso malícia com sensibilidade, é preciso um toque, e um desejo recíproco, uma voz ténue e firme, um beijo muito mais que desejável, línguas na tentativa bilateral de serem únicas.
Desejo respeitoso de desrespeitar.
É preciso querer se libertar de tudo e se prender a tudo que o momento envolve.
Não basta querer, é preciso sentir, desejar, não entender o porquê, pois é mesmo quando se parece ter tudo, se um pouco do que devia ser muito, não há, será preciso mais.
segunda-feira, 17 de maio de 2010
O que há?
Mundo vazio, de tão poucos corajosos, de mais acomodados do que impetuosos, rotineiros fracos que se tornaram escravos do cotidiano, do comum, do trabalho.
Todos com medo do chefe, todos com medo do vizinho, do professor, todos com medo do invejoso! Tem gente com medo de computador, tem gente com medo da solidão, gente com medo de se envolver, medo de doença, medo da dor, no fundo tem gente demais, com medo do amor, de serem bobos, de serem fracos, de serem julgados por amarem, pois hoje amor e respeito é bobagem.
O mundo não seria sozinho algo, seja bom ou ruim...se antes nós não o fizéssemos ser, o mundo somos nós, e o que fazemos, e o que pensamos, e principalmente como agimos... tanto medo.
Pessoas que atacam na tentativa desesperada de se defender antes mesmo que sejam atacadas. O que há? Mundo cão!
Poucos que mandam, muitos que obedecem e um desentendimento geral de línguas, de almas e de conceitos, uma mistura que no fim só busca um fim.
O que há?
Um individualismo extremo, egoísmos exagerados, ambição desmedida, crimes sem punição, amores unilaterais, falta de caridade e sobra de crueldade. A libertinagem chegou a todos os pontos do comportamento humano, parecemos zumbis ou vampiros sugando, e deixando sermos sugados.
O que há?
O que será?
Se agora tudo que não podia ser, pode, basta um conceito constituído de moderno, e toda coisa antiquada vira de forma desvirtuada, algo atual e aceitável.
O que será, será a resposta do: O que há? Alguém sabe responder?
Todos com medo do chefe, todos com medo do vizinho, do professor, todos com medo do invejoso! Tem gente com medo de computador, tem gente com medo da solidão, gente com medo de se envolver, medo de doença, medo da dor, no fundo tem gente demais, com medo do amor, de serem bobos, de serem fracos, de serem julgados por amarem, pois hoje amor e respeito é bobagem.
O mundo não seria sozinho algo, seja bom ou ruim...se antes nós não o fizéssemos ser, o mundo somos nós, e o que fazemos, e o que pensamos, e principalmente como agimos... tanto medo.
Pessoas que atacam na tentativa desesperada de se defender antes mesmo que sejam atacadas. O que há? Mundo cão!
Poucos que mandam, muitos que obedecem e um desentendimento geral de línguas, de almas e de conceitos, uma mistura que no fim só busca um fim.
O que há?
Um individualismo extremo, egoísmos exagerados, ambição desmedida, crimes sem punição, amores unilaterais, falta de caridade e sobra de crueldade. A libertinagem chegou a todos os pontos do comportamento humano, parecemos zumbis ou vampiros sugando, e deixando sermos sugados.
O que há?
O que será?
Se agora tudo que não podia ser, pode, basta um conceito constituído de moderno, e toda coisa antiquada vira de forma desvirtuada, algo atual e aceitável.
O que será, será a resposta do: O que há? Alguém sabe responder?
terça-feira, 4 de maio de 2010
Ái!
Ai! Dói aqui no pé... andei de mais.
Ai! Dói aqui minha coluna, acho que preciso deitar.
Ai! Dói as pernas, sinto um peso nelas... vou sentar.
Se não doesse a cabeça, talvez não doesse o resto, mas se doesse tudo, e no peito tivesse algo que curasse a dor, talvez doesse menos, apesar de continuar doendo, mas se dói tudo e a cabeça não encontra um coração cheio, melhor continuar andando, continuar em pé, nunca sentar e nunca parar de pensar, deixando a cabeça doer, assim o coração também não pára.
Derrepente se preenche o vazio, nunca se sabe, se é melhor doer ou não sentir nada.
Ai! Tá doendo tudo!
Ai! Dói aqui minha coluna, acho que preciso deitar.
Ai! Dói as pernas, sinto um peso nelas... vou sentar.
Se não doesse a cabeça, talvez não doesse o resto, mas se doesse tudo, e no peito tivesse algo que curasse a dor, talvez doesse menos, apesar de continuar doendo, mas se dói tudo e a cabeça não encontra um coração cheio, melhor continuar andando, continuar em pé, nunca sentar e nunca parar de pensar, deixando a cabeça doer, assim o coração também não pára.
Derrepente se preenche o vazio, nunca se sabe, se é melhor doer ou não sentir nada.
Ai! Tá doendo tudo!
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